O grupo surgiu em 2003 dentro da Universidade Federal de Goiás, formado por atores então estudantes do curso de Artes Cênicas. Ele é composto somente por atores e atrizes, estrutura versátil que permite a alternância da direção e implementação da equipe técnica e de criação nos seus espetáculos. Isso dá aos atores condições para trilhar um caminho de pesquisa e treinamento de suas potencialidades, desenvolvendo a cada novo espetáculo habilidades diferentes.
O grupo passou por intenso processo de formação, com treinamentos técnicos coletivos e diários por mais de um ano. Durante este duro processo, fez poucas apresentações ao público, sempre optando pelas cenas curtas para poder dar maior intensidade e foco à pesquisa.
O primeiro trabalho foi Tome Dr., uma inteligente e cênica reunião de duas poesias de Augusto dos Anjos (Vozes da Morte e Budismo Moderno) apresentada em 2003 no Festival de Poesia Encenada promovido pela Federação de Teatro de Goiás (Feteg). Esta cena recebeu o prêmio de Terceira melhor poesia encenada, atriz revelação para Sandra Santiago, indicações de melhor iluminação, direção e atriz para Michelle Bezerra. Ainda em tom experimental, o grupo montou a cena 4 de A Cantora Careca, de Eugène Ionesco, em 2004, participando com este trabalho do Festival de Cenas Curtas promovido também pela Feteg. Em seguida, encontrando afinidades com o teatro de rua, o Grupo participou do Festival Internacional de Teatro de Goiânia, o Goiânia em Cena 2004, com a cena O Conto Contado - texto repleto da influência dos contos populares.
Mais um ano dedicado a cursos, workshops, preocupação com a formação de um grupo sólido e consistente, treinamentos para o ator e estudos teóricos resultaram em parcerias e aspirações que desembocaram no primeiro espetáculo: Eu, Tu e Ele, uma comédia de costumes banhada pela influência do expressionismo alemão e pela pesquisa pessoal da diretora do espetáculo, Ana Cristina Evangelista. Eu, Tu e Ele, reinaugurou o Café Teatro do Zabriskie Teatro, em 2006, ficando daí por diante em temporada durante quatro meses e integrou a programação oficial do Festival Nacional de Teatro de Porangatu (TeNPo), no segundo semestre de 2006. No mesmo ano, o grupo é aprovado pelo edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e monta seu segundo espetáculo A História é uma Istória e o homem o único que ri, do consagrado Millôr Fernandes. O grupo investiga novos caminhos, com foco no domínio das habilidades do ator-narrador, explorando o sarcástico texto de Millôr Fernandes, agora sob a direção de Lua Barreto e com composições originais de Jorge Beat. O espetáculo foi apresentado gratuitamente para cerca de mil e quinhentas pessoas, em oito escolas públicas e centros culturais, ao longo do segundo semestre do ano de 2006, ficou em cartaz no Zabriskie Teatro, ininterruptamente, desde novembro de 2006 até dezembro de 2007, com apresentações semanais. Fechando sua temporada de um ano em Goiânia, A história é uma istória integrou a programação oficial do Festival Internacional de Artes Cênicas de Goiânia, o Goiânia em Cena 2007.
Em 2008 o grupo realizou centenas de apresentações que englobaram sessões fechadas, apresentações em empresas, escolas, eventos e na rua. Ano em que o grupo estabeleceu sua sede, com escritório, sala de ensaio, ateliê, lugar para figurinos e ensaios... Ano em que o grupo se tornou definitivamente autossustentável!
2008 também foi o ano em que o Grupo de Teatro Bastet iniciou o longo processo de pesquisa e criação de seu novo espetáculo de caráter experimental, Bola de Berlim, que tem estréia prevista para outubro de 2009. Aguardem!
É neste ano de 2009, também, que o Grupo Bastet inicia a concretização de toda sua pesquisa com a linguagem do palhaço. Esse processo inicia-se com o espetáculo Vamos a La Praia, que está crescendo e se desenvolvento junto ao público em apresentações programadas e experimentais. Sua estréia formal está programada para o início de 2010, mas já foi apresentado, em diversos formatos, em escolas da rede municipal e estadual de ensino público, no Festival Nacional de Teatro de Goiânia - Do Subterrâneo à Superfície e na Oficina Cultural Geppetto.
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